A sud dell'alma

Chi passa i mari muta il cielo, non l'anima.

A sud dell'alma

Chi passa i mari muta il cielo, non l'anima.
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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007

31.10.07

DESTINO DO POETA

categorias: Poemas, Livros
Palavras? Sim. De ar
e perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios
um sopro erramundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.

Também a luz em si mesma se perde.


Otávio Paz in Transblanco - tradução Haroldo de Campo - Ed.Guanabara,RJ, 1986

30.10.07

TIMIDEZZA

categorias: Cibercultura
47

La mia timidezza consiste nell’accarezzarti con l’ombra delle mie dita.

Timidez
Minha timidez consiste em acariciar-te com a sombra dos meus dedos.

29.10.07

Outono

categorias: Poemas, Livros

Ontem o dia foi difícil:
Pensei: você não me deu nada,
nada, nada,
nem pra lembrar...
Por isso amei você...
eu não estava era
preparado pra receber.
Agora, tudo acabado:
Você já é passado,
você ficou de lado
e eu segui em frente.
O meu coração sabe
mais que a minha mente,
o meu coração não mente,
ele é que sente.
E, de repente,
não quero mais você.

Hoje o céu está aberto
e eu já não estou bem certo...

Cássio Junqueira  -

Visitate la comunità di Cássio Junqueira http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4272720

Parole per chi ama il teatro Questo é il mistero..

categorias: Teatro
92

Questo è il mistero: che un essere umano possa pensare e trattare se stesso come materia della sua arte, possa agire su se stesso come uno strumento col quale deve continuamente identificarsi e dal quale deve nello stesso tempo distinguersi; possa contemporaneamente essere colui che agisce e il risultato del suo agire, uomo naturale e marionetta.

Jacques Copeau

28.10.07

DESPEDIDA

categorias: Poemas, Livros

Eu deixarei o mundo com fúria.
Não importa o que aparentemente aconteça,
se docemente me retiro.

De fato
nesse momento
estarão de mim se arrebentando
raízes tão fundas
quanto estes céus brasileiros.
Num alarido de gente e ventania
olhos que amei
rostos amigos tardes e verões vividos
estarão gritando a meus ouvidos
para que eu fique
para que eu fique

Não chorarei.
Nao há soluço maior que despedir-se da vida.


SALUTO

Io lascerò il mondo con furia.
Non importa quel che apparentemente succeda,
se dolcemente mi ritiro.

Di fatto
in quel momento
si staranno strappando da me
radici così profonde
quanto questi cieli brasiliani.
In un frastuono di genti e venti forti
occhi che ho amato
volti amici pomeriggi ed estati vissute
staranno gridando
perché io resti
perché io resti

Non piangerò.
Non c'è singhiozzo più grande che salutare la vita.

 Ferreira Gullar

Traduzione dal portoghese di Vera Lúcia de Oliveira

FILI D'AQUILONE rivista d'immagini, idee e Poesia http://www.filidaquilone.it/index.html