Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só vêem as belezas do mundo aqueles que têm belezas dentro de si.
Rubem Alves no livro Na morada das palavras - editora Papirus
Noi non vediamo quello che vediamo, noi vediamo quello che siamo. Soltanto vedono le bellezze del mondo coloro che hanno bellezza dentro di sé.
traduzione mia...
Para ler Rubem Alves é necessário ter uma alma que sente. Os seus escritos estão cheios de vida, de pureza, de simplicidade. Aqueles que o leêm começam a enxergar a beleza que se esconde por trás das coisas simples e óbvias - um pôr do sol, uma música (principalmente se for de Bach, Mozart ou Beethoven), um abraço de despedida, uma chuva que cai, um ipê florido, a sinuosidade de um rio, o outono com os seus ritos de transformação. O seu pensamento se resume a Tempus Fugit ou Carpe Diem. Rubem Alves é um bruxo que manipula fórmulas para produzir beleza. Vale a pena ser lido a qualquer momento - caminhado ou sentado.